Turma de Simulados - 2ª fase - DPE-AP
O treinamento de resolução de provas discursivas é fundamental, todos sabemos. Mas saber exatamente o que a banca examinadora quer ver na tua prova, como é a correção por quesitos vai ser o diferencial na tua preparação. Essa é a proposta do CCJ para Turma de Simulados da 2ª fase da DPE/AP.
Venha treinar com nossos professores - que já passaram por esse processo - e receber feedbacks fundamentais na nossa correção individualizada!

VAGAS ESGOTADAS! AGRADECEMOS A TODOS A CONFIANÇA NA NOSSA EQUIPE! O MATERIAL ESTA ESPECIAL!! PARA AQUELES QUE NÃO CONSEGUIRAM SE INSCREVER, DO LADO HÁ UM BOTÃO DE RESERVA. CASO HAJA ALGUMA DESISTÊNCIA INFORMAREMOS OS ALUNOS DA LISTA DE ESPERA.

NOVAS VAGAS ESGOTADAS! Diante da grande procura, aumentamos a equipe de professores para tentar atender mais 10 alunos, sem prejudicar a correção dos demais alunos que fecharam as primeiras 30 vagas. Agradecemos a confiança em nossa equipe. Esgotamos as vagas extras que foram disponibilizadas!
O botão ao lado escrito "reserve a sua vaga" é destinado aos alunos que possuem interesse em, caso haja alguma desistência, de se matricular na turma. Em caso de dúvida, entre em contato com nosso administrativo através do whatsapp (21) 99937-2323.


FUNCIONAMENTO DA TURMA
A turma terá questões discursivas e peças judicias, distribuídas em 4 rodadas, que ocorrerão semanalmente conforme cronograma disponibilizado a seguir. A cada rodada os alunos terão:
4 Questões Discursivas (até 20 linhas)
2 Peças Judiciais (120 linhas aproximadamente)

Total de 16 questões e 8 peças judiciais!
Os parâmetros a serem utilizados nas correções são os mesmos estabelecidos no edital do Concurso.

DIFERENCIAIS DA NOSSA TURMA
Atualmente, ninguém escreve mais "à mão". Em todos os lugares somente digitamos - seja no celular, tablet, computadores, etc. E na hora da prova? Temos de fazer nossa prova à mão! Manuscrita!
Pensando nisso, desenvolvemos um sistema em que nossos alunos fazem as respostas à mão e encaminham através de foto ou .pdf para correção individualizada. Nessa correção nossos professores darão todo o feedback necessário aos nossos alunos, indicando a melhor técnica de respostas às discursivas e às peças.
Serão encaminhados a todos os alunos um espelho-padrão de correção das dissertativas e das peças, além do espelho de correção individualizada. Veja ao final um exemplo do espelho de correção individualizada das nossas turmas.
Além disso, serão encaminhados modelos das principais peças da DPE para que os alunos não deixem passar nenhum detalhe no dia da sua prova - o que, seguramente, acaba fazendo a diferença na aprovação.
Tudo isso ficará disponibilizado na área do aluno, e poderá ser acessado a qualquer hora!
Além disso, nossa turma terá um grupo exclusivo de WhatsApp para troca de ideias e esclarecimento de dúvidas.

MATERIAL COMPLEMENTAR
O aluno, ao final da turma, terá um super material bem elaborado, com diversas questões e peças que são o dia-a-dia da Defensoria e que possuem grande chance de serem cobradas na DPE-AP!! Em outros concursos (DPE-RO, DPU, dentre outros) acertamos várias questões e temas de prova!

VAGAS LIMITADAS
Limitamos o número de vagas da Turma de Simulados – 2ª Fase DPE/AP em 30 (trinta) alunos, posto que as correções das questões dissertativas são efetivamente individualizadas, demandando uma análise detida das respostas enviadas. 
Após alcançarmos o número de vagas os alunos que ainda tiverem interesse em estudar para a DPE/AP poderão adquirir as questões com os gabaritos (espelho-padrão), e ter acesso ao nosso material complementar e dicas, sem correção individualizada.

CRONOGRAMA
Rodada Publicação das
questões 
Limite para Respostas Entrega da Correção Individualizada
1 27/03 03/04 10/04
2 03/04 10/04 17/04
3 10/04 17/04 24/04
4 17/04 24/04 01/05
 
BÔNUS
Para os alunos inscritos até 20.3.2018, acaso não seja aprovado para a prova oral, poderá utilizar o crédito desta turma para outras turmas ou produtos que forem disponibilizados no site do Curso Clique Juris! Nós acreditamos no nosso aluno e na qualidade da nossa turma!

BÔNUS EXTRA
Os alunos que se inscrevem na turma até o dia 20.3.2018 receberão, ainda, um bônus extra: espelho-padrão de 4 rodadas da Turma de Simulados da DPE-RO.
 
GARANTIA EXTRA AOS ALUNOS QUE ESTÃO NO LIMBO
Os alunos que se matricularem na turma de simulados DPE-AP 2ª fase até o dia 20.3.2018, e que, após a publicação do resultado final das provas objetivas, não tenham sido aprovados para as dissertativas, o CCJ dará um crédito do valor investido para utilização em outra turma, ou 1 outro produto do site.

INVESTIMENTO
O valor do investimento na turma de Simulados DPE/AP é de R$ 660,00, podendo ser parcelado no ato da compra. O preço para as vagas remanescentes é de R$ 660,00Alunos e ex-alunos pagam preço diferenciado (R$ 600,00), sendo que o desconto já é considerado automaticamente no ato do investimento pelo PAGSEGURO. Promoção válida até dia 24/03!
Em caso de dúvida, entrem em contato através do e-mail administracao@cursocliquejuris.com.br. 

O aluno poderá pagar à vista ou parcelar em até 10 vezes o valor, através do cartão, no sistema e conforme política do pagseguro.

EXEMPLO DE ESPELHO DE CORREÇÃO

 
Questão 02 - Peça Prática – Matéria Cível
 
Pedro Muito Justo compareceu na unidade da Defensoria Pública de Porto Velho/RO, tendo sido atendido pelo defensor plantonista, Dr. Rafael Furioso.
Relatou no atendimento que é pessoa pobre, recebendo benefício assistencial do INSS, e que ocupa imóvel humilde há quinze anos, sem interrupção, nem oposição, independentemente de título e boa-fé. Informou que recebeu um mandado com a determinação de desocupação imediata do imóvel aludido, tendo em vista a existência de hipoteca, que foi gravada sobre o bem muito antes do início da posse ad usucapionem, tendo como proprietário registrado no RGI o senhor Igor Budou, não havendo confinantes.
Ajuizada a ação própria no mesmo dia, foram deduzidos os seguintes fundamentos:
1.         A usucapião configura forma de aquisição da propriedade;
2.         A usucapião prevalece sobre a hipoteca que gravou o referido imóvel muito antes da posse ad usucapionem, aduzindo os fundamentos jurídicos que embasam o argumento;
Além disso, foram formulados os seguintes pedidos:
1.         Tutela Antecipada de Urgência, consistente em permitir que Pedro seja mantido em seu imóvel, considerando, especialmente, a peculiaridade de ser pai de 5 meninos, menores de 14 anos, conservando a sua posse sobre o bem.
2.         O reconhecimento da usucapião.

...
 
ASPECTOS MACROESTRUTURAIS
Discursiva - Defensor Público – DPE/RO – Peça prática Cível
Quesito avaliado Faixa de valor Nota
1- Apresentação e estrutura textual (articulação do raciocínio jurídico, capacidade de argumentação, legibilidade, adequação da linguagem, respeito às margens e indicação de parágrafos). 0,00 a 1,00 1,00
2- Domínio do conhecimento jurídico:
2.1- Recurso: Agravo de instrumento. 0,00 a 1,00 1,00
2.2- Polo Ativo - agravante: Pedro Muito Justo
Polo passivo - agravado: Igor Budou. Não há confinantes.
0,00 a 1,00 1,00
2.3- Endereçamento: Tribunal de Justiça de Rondônia. 0,00 a 1,00 1,00
2.4- Tempestividade, cabimento e ausência de preparo: 17.11.2017. Feriados nacionais dias 12.10; 02 e 15.11. Prazo de 30 dias úteis. 0,00 a 2,00 1,00
2.5- Mérito recursal:
a. Forma de aquisição originária da propriedade.
b. A natureza jurídica da sentença é declaratória.
c. A usucapião prevalece sobre a hipoteca judicial.
d. Não cabimento da Usucapião Extraordinária. Justificativa em tópico próprio – artigos 1º e 3º, I, da LC 117/94, c/c 319, VII e 334, §5°, ambos do CPC. Urgência da medida pleiteada.
0,00 a 4,00 4,00
2.6 – Antecipação dos efeitos da tutela recursal ou Aplicação da Teoria da Causa Madura – artigos 1019, I, ou 1.013, §3º, CPC 0,00 a 1,00 1,00
  1. – Requerimentos finais:
a. Prerrogativas da DPU (intimação pessoal e prazo em dobro);
b. Gratuidade de justiça;
c. Conhecimento e Provimento do recurso, com a reforma da decisão impugnada e a determinação do imediato recolhimento do mando de intimação para desocupação.
d. Condenação em Custas e Honorários de sucumbência em favor do Fundo Especial da DPU.
0,00 a 4,00
 
3,00
RESULTADO
Nota no conteúdo (NC = soma das notas obtidas em cada quesito) 13,00
Nota final - Defensor Público – DPE/RO 13,00
       
 
 
Erros de português nas linhas: 48 (pede-se O, ou PROTESTA pelo... erro de regência); 62 (p/, ao invés de PARA); 91 (combase escrito junto).
 
Considerações acerca da resposta do aluno
Prezada ....
Aqui é o Dominoni! Tudo bom?
Como estão os estudos? Tenso? Essa época é assim mesmo...controle as emoções...rsrss
Gostei muito da legibilidade da tua letra. Acho que você não terá problemas em relação a isso.
Verifiquei que você pulou umas linhas na tua peça (linhas 15, 25, 29...). A despeito de compreender que fica mais organizado e claro, oriento que no dia da prova você não gaste linhas assim – principalmente se houver tão pouco espaço como nessa 1ª rodada.
No item CABIMENTO você tratou também da tempestividade, e isso não tem problema nenhum. Somente por segurança, na prova coloque CABIMENTO e TEMPESTIVIDADE, ok?
Como você pode conferir no espelho-padrão, você errou o prazo – possivelmente por ter deixado de considerar um dos 3 feriados.
Houve muito debate no grupo de zap acerca do dever da banca de indicar:
1º. O dia da semana em que houve a intimação pessoal da defensoria;
2º. A possível existência de feriados durante o prazo recursal;
3º. A não indicação de calendário;
Enfim...foram diversas as indagações acerca disso. O que posso dizer é o seguinte: a banca não tem o dever de indicar nem o dia da semana, nem a existência de feriado, nem de fornecer calendário, nem qualquer outro dado aos candidatos. Na peça nada foi indicado pois eu penso que devemos estar preparados para o pior dos cenários. Se a banca nos ajudar, excelente. Acaso não forneça nenhum dado, vamos fazer o trabalho completo e acertar na prova, ok?
APLICAÇÃO DA TEORIA DA CAUSA MADURA NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Você observou muito bem a possibilidade de aplicação da Teoria da Causa Madura no caso proposto (apesar de ter indicado erroneamente o dispositivo legal – está no artigo 1.013, §3º, do CPC/2015), uma vez que preenchidos todos os requisitos para tanto.
De fato, a despeito de haver o CPC de 2015 elencado um rol de possibilidades de o tribunal julgar, desde logo, o mérito da causa, Marinoni indica que estamos diante de rol exemplificativa. Para o autor, o que importa é que a causa esteja madura: não haja mais necessidade de dilação probatória, estando em condições de imediato julgamento, ainda que o juízo a quo tenha proferido sentença terminativa (sem resolução do mérito) ou decretado a nulidade da sentença por violação à congruência ou falta de fundamentação (artigo 1.013, §3º, do CPC/2015).
Assim, no caso proposto, perfeitamente cabível a aplicação da mencionada teoria.
Poderia obtemperar-se que o dispositivo legal mencionado está inserido no capítulo da apelação, e estamos diante de recurso de agravo de instrumento no caso proposto, não podendo, portanto, ser aplicado nesse recurso.
Ainda sob a vigência do CPC de 1973 a doutrina já afirmava a aplicação da aludida teoria ao recurso de agravo.
Sob a vigência do CPC de 2015, Didier afirma que a regra se aplica ao recurso ordinário (art. 1.027, §2º do CPC), apontando doutrina que defende a aplicação do dispositivo ao recurso inominado nos Juizados Especiais (com a qual concorda o autor baiano), e outros que admitem a aplicação do instituto a todos os recursos, salvo os embargos de declaração.
Daniel Assumpção afirma que a regra do artigo 1.013, §3º, do CPC/2015 refere-se à teoria geral dos recursos, estando topograficamente em local errado e, por isso, aplicando-se a todas as modalidades recursais, em especial no AI, ROC, recurso inominado nos juizados especiais, RE e REsp..
 
E o STJ assim se posicionou:
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. POSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DA TEORIA DA CAUSA MADURA EM JULGAMENTO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO.
Admite-se a aplicação da teoria da causa madura (art. 515, § 3º, do CPC/1973) em julgamento de agravo de instrumento. De fato, há precedentes do STJ que pugnam pela não aplicação da teoria da causa madura em agravo de instrumento. Analisando-os, nota-se que a decisão monocrática proferida no REsp 1.150.812-ES (DJe 16/12/2009) tem amparo em outros dois julgados: o REsp 530.053-PR (Segunda Turma, DJ 16/11/2004) e o REsp 445.470-DF (Segunda Turma, DJ 1º/9/2003). De ambos, o último pode ser considerado como o paradigma a respeito da matéria e, após leitura atenta do voto condutor, extrai-se a seguinte fundamentação: "No que se refere à alegação de ofensa ao art. 515 do CPC, deixo de analisá-la porquanto o dispositivo somente é aplicável no julgamento da apelação e não de agravo de instrumento, como na hipótese dos autos." Propõem-se, entretanto, um debate mais aprofundado sobre o tema. Para tanto, parte-se da decisão proferida no AgRg no Ag 867.885-MG (Quarta Turma, DJ 22/10/2007), a qual examinou conceitualmente o art. 515, § 3º, do CPC/1973, com profundidade. Na ocasião, consignou-se: "A novidade representada pelo § 3º do art. 515 do Código de Processo Civil nada mais é do que um atalho, legitimado pela aptidão a acelerar os resultados do processo e desejável sempre que isso for feito sem prejuízo a qualquer das partes; ela constituiu mais um lance da luta do legislador contra os males do tempo e representa a ruptura com um velho dogma, o do duplo grau de jurisdição, que por sua vez só se legitima quando for capaz de trazer benefícios, não demoras desnecessárias. Por outro lado, se agora as regras são essas e são conhecidas de todo operador do direito, o autor que apelar contra a sentença terminativa fá-lo-á com a consciência do risco que corre; não há infração à garantia constitucional do due process porque as regras do jogo são claras e isso é fator de segurança das partes, capaz de evitar surpresas." Traçadas as premissas, não se pode descurar que, em sua concepção literal, a aplicação do art. 515, § 3º, do CPC/1973 pressuporia extinção de processo sem julgamento de mérito por sentença e existência de questão de direito em condições de imediato julgamento. Porém, doutrina processual relevante já superou o dogma da incidência do dispositivo apenas nas hipóteses de sentença/apelação e considera a disposição como relacionada à teoria geral dos recursos. Isso com base em algumas premissas: a) a norma propõe um atalho para acelerar julgamentos baseados na ruptura com o dogma do duplo grau de jurisdição, assumido como princípio, mas não como garantia; b) a disposição não pode acarretar prejuízo às partes, especialmente no que se refere ao contraditório e à ampla defesa; c) a teoria da causa madura não está adstrita ao recurso de apelação, porquanto inserida em dispositivo que contém regras gerais aplicáveis a todos os recursos; e d) admite-se o exame do mérito da causa com base em recursos tirados de interlocutórias sobre aspectos antecipatórios ou instrutórios. Dessa forma, parece razoável entender que: "quem pode o mais, pode o menos." Se a teoria da causa madura pode ser aplicada em casos de agravos de decisões interlocutórias que nem sequer tangenciaram o mérito, resultando no julgamento final da pretensão da parte, é possível supor que não há impedimento à aplicação da teoria para a solução de uma questão efetivamente interlocutória, desde que não configure efetivo prejuízo à parte. REsp 1.215.368-ES, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 1/6/2016, DJe 19/9/2016. (Informativo 590, STJ)
 
A despeito de o STJ referir-se ao CPC/73, podemos trazer o entendimento para o novo CPC com tranquilidade e segurança.
Então, pontuei no espelho para quem requereu a antecipação dos efeitos da tutela recursal ou para quem requereu, correta e fundamentadamente, a aplicação da teoria da causa madura no julgamento do AI.
 
Por fim, descontei um pontinho no pedido posto que você não requereu a gratuidade de justiça. Você pode argumentar que a jurisprudência não exige que, em sede recursal, seja reiterado o pedido de gratuidade já deferido na origem, mas eu já vi esse item especificamente contemplado em espelho de concursos anteriores, ok? Por isso a exigência agora.
No mais, uma peça limpa e bem escrita. Por isso a nota alta! Parabéns.
Dominoni

 
Questão 03
Analise a situação hipotética abaixo e responda, fundamentadamente, às indagações feitas a seguir.
Alessandra é portadora de grave doença renal crônica e hipertensão arterial devido a lúpus eritematoso sistêmico, tendo procurado a Defensoria Pública de Porto Velho/RO relatando o seguinte quadro.
Devido a acidentes vasculares cerebrais, é hemiplégica e faz uso de cadeira de rodas, apresentando limitações na vida diária.
No dia 18 de fevereiro de 2017, no final da manhã, Alessandra, em companhia de sua mãe, estava dentro de um coletivo da empresa Alfa Ltda., quando, no momento do seu desembarque, ocorreu um acidente. Alessandra, sendo cadeirante, tem a necessidade de utilizar o elevador do veículo para fazer o desembarque do coletivo. O mecanismo foi acionado pela cobradora do ônibus. Ao alcançar a metade da altura restante para chegar à calçada, o elevador parou de funcionar e, logo após, despencou subitamente, lançando Alessandra ao solo. Com a queda, ela bateu a cabeça no asfalto, tendo havido a perda momentânea da consciência, seguida de episódios de vômitos. Logo em seguida, contataram o serviço de urgência – SAMU e, imediatamente, foi conduzida ao Hospital para os devidos procedimentos médicos. Lá chegando, foram feitos diversos exames como tomografia computadorizada de crânio, não revelando alterações além da doença de base (lúpus com acontecimento encefálico). Tais fatos, todos eles, foram certificados pelo Instituto Médico Legal.
Esse acidente acarretou desdobramentos. Alessandra teve a necessidade de procurar um especialista para iniciar um tratamento de reabilitação, conforme laudo da Dra. Carolina. Além disso, seu tratamento com a reumatologista, Dra. Emília, tornou-se mais frequente, com quadro de convulsões e multitraumas, conforme receituário prescrito por essa médica. Ademais, Alessandra ficou traumatizada com esse evento, tendo ficado dois meses sem entrar em qualquer ônibus, com quadro de pânico. Evidentemente, tal fato acarretou limitação ao seu direito de ir e vir, que ficou agravado, por ela já possuir dificuldade de locomoção.
Diante do quadro narrado, na qualidade de Defensor(a) Público(a), frustradas as possibilidades de resolução do caso no âmbito extrajudicial, discorra acerca da possibilidade da adoção de medidas judiciais a serem propostas em favor de Alessandra, e, em caso positivo, sobre seu(s) fundamento(s) jurídico(s) e pedido(s).
(Resposta em no máximo 30 linhas)

ASPECTOS MACROESTRUTURAIS
Discursiva - Defensor Público – DPE/RO - Questão 3
Quesito avaliado Faixa de valor Nota
1- Apresentação e estrutura textual (articulação do raciocínio jurídico, capacidade de argumentação, legibilidade, adequação da linguagem, respeito às margens e indicação de parágrafos) 0,00 a 1,00 1,00
2- Domínio do conhecimento jurídico:
2.1- Identificar a ação a ser proposta: indenização por danos morais (artigo 6º, VI, do CDC) ou artigo 37, §6º, CR/88. 0,00 a 1,00 1,00
2.2- Indicar e conceituar a responsabilidade objetiva pelo fato do serviço – artigo 14, CDC. 0,00 a 2,00 0
2.3- Indicar e conceituar, como fundamento alternativo, o tratamento que o CC estabelece ao contrato de transporte, além de mencionar a “cláusula de incolumidade” 0,00 a 1,00 0
RESULTADO
Nota no conteúdo (NC = soma das notas obtidas em cada quesito) 2,00
Nota final - Defensor Público – DPE/RO 2,00
       
 
Erros de português nas linhas: nenhum erro de português
 
Considerações acerca da resposta do aluno
Vamos lá, ....!
Como ressaltei no espelho-padrão, a questão foi objeto de indagação no concurso da DPMG e eu mantive os critérios estabelecidos pela banca examinadora, dentre os quais, o fundamento da responsabilidade da transportadora de ônibus no CDC.
De qualquer sorte, reputo correta a adequação ao artigo 37, §6º, CR/88, motivo pelo qual, os alunos que assim se manifestaram, foi atribuída graduação máxima no quesito 2.1 do espelho.
De qualquer sorte, essa escolha impactou nos demais itens do espelho – como não foram abordados, não houve pontuação, o que trouxe tua nota para baixo.
Faço a seguinte orientação: se o examinador indicar que estamos em uma questão de direito administrativo, você pode e deve responder como vocês respondeu. Entretanto, se a questão vier numa prova de direito civil (como era o caso), dê o enfoque civilista à tua resposta.
Tenho certeza que se essa questão fosse numa prova de direito administrativo você teria gabaritado!
Gostei do seu pedido de inversão do ônus da prova – é sempre um requerimento válido de ser utilizado em favor dos nossos assistidos. Bem como a distinção que você fez entre vulnerabilidade e hipossuficiência, assuntos muito bem tratados pela professora Judith Régis.
Apesar de o espelho somente se referir a danos morais (guardei a fidelidade aos critérios da banca), entendo perfeitamente caracterizado e comprovável o dano material. E você o indicou com precisão.
Vou pedir para você tentar grafar o “M” com “3 perninhas” e não com 2, como você vem fazendo - sei que é difícil, mas minha função é indicar o que pode ser considerado um erro de grafia pelo examinador.
Vamos em frente e conte comigo!
Dominoni
PS.: oriento que você imprima e guarde, ou arquive este espelho de correção, e vá acompanhando a tua evolução. Apesar de haver pouca margem de melhora (você está pronta, acredite!), sempre temos algo a aprimorar, né?
Bjs. Dominoni

  
 

PROFESSORES
Rafael Bravo
Defensor Público Federal. Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, mestre em Direito Constitucional e Teoria Geral do Estado pela PUC-Rio, membro suplente da Banca de Direito Penal, Processo Penal e Penal Militar do 5º Concurso Público para ingresso na carreira de Defensor Público Federal - DPU/2015. Foi aprovado aos 24 anos, com apenas um ano de estudos no concurso da DPU em 2010. Coodenador Acadêmico do Curso Clique Juris.
 
Pedro Wagner Assed Pereira
Defensor Público Federal
. Bacharel pela Faculdade de Direito de Campos. Professor universitário e de cursos preparatórios para a área jurídica. Já exerceu o cargo Oficial de Justiça Avaliador no TJRJ, tendo sido advogado criminalista. Foi aprovado nos concursos para membro da Defensoria Pública dos Estados de Alagoas e Bahia, Oficial de Justiça e Escrivão Juramentado do TJES.

Diego Guimarães Camargo
Aprovado no VI concurso da DPU, com 97,20 na prova oral (8ª maior nota dessa prova), Aprovado para Defensor Público do Estado do Ceara (FCC - 2015), Aprovado para Procurador do Estado de Sergipe (CESPE - 2018), Aprovado para Procurador do Município de Salvador (CESPE - 2016), Aprovado (classificado) para concursos de analista de diversos tribunais (TRT5, TRT15, TRF5, MPU, MP/BA), bem como de técnico (MP/BA, TRF1).


Defensor Público Federal aprovado em 8º lugar no V Concurso da DPU, Bacharel pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, pós-graduado em Direito Público pela Universidade Católica de Petrópolis, ex-Analista Processual do MPF, ex-Técnico Judiciário do TRE/RJ, ex-assitente em Administração da UFRJ, aprovado para Analista Judiciário dos TREs da Bahia e Mato Grosso. Professor de Direito Previdenciário e Direito Eleitoral do Curso Clique Juris e da FESUDEPERJ. Foi aluno de coaching do professor Rafael Bravo, pelo sistema de coaching do Curso Clique Juris.

Marco Dominoni
Defensor Público Federal
, Bacharel em Direito pela Universidade Federal Fluminense - UFF, pós-graduado em Direito Processual Civil pela Universidade Cândido Mendes-RJ. Exerceu os cargos de Procurador Federal (AGU), Analista Judiciário - Área Judiciária do TRE-RJ, Analista Judiciário do TJRJ e Auxiliar Judiciário do TJRJ.
Foi aprovado em concursos para Oficial de Justiça do TJRJ, Comissário de Infância e Juventude do TJRJ, Técnico Judiciário do TRE-RJ, Fiscal de Postura do município de Niterói e Área de Informática do TJRJ. Coordenador do Curso Clique Juris.

Bernard Alô
Defensor Público Federal, Bacharel pela Universidade Federal Fluminense - UFF, Mestre em Sociologia e Direito pela Universidade Federal Fluminense - UFF, ex-Advogado da Eletrobras, ex-Analista Processual do MPRJ, aprovado no concurso para Advogado da Petrobras. Professor de Princípios Institucionais e Direito Administrativo do Curso Clique Juris. Professor do Curso Ênfase.

Igor Peçanha Frota Vasconcelos
Advogado. Bacharel pela Universidade Federal Fluminense - UFF, Mestrando em Sociologia e Direito na Universidade Federal Fluminense - UFF. Professor de Humanísticas da turma intensiva da FESUDEPERJ. Professor de Humanísticas do Curso Clique Juris.
 
 

 
  • INVESTIMENTO
    R$ 680.00
  • PROMOCIONAL
    R$ 660,00

    parcelamento disponível pelo sistema do PagSeguro



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