Olá pessoal, já estava com saudades de vocês, as férias do blog foram um pouco mais extensas do que desejei, mas esse período sem postagens se deu em virtude de algumas provas que me submeti recentemente e que me exigiram um pouco mais de dedicação do que a habitual.

Mas hoje, quero compartilhar com vocês minha experiência em provas orais, e faço isso com a intenção de relembrar como lidei com minha ansiedade e consegui a aprovação em um Concurso tão concorrido como a Defensoria Pública, para me lembrar que sou capaz e posso fazer isso novamente, e porque tenho visto vários alunos meus duvidarem que são capazes de alcançar seu sonho.

Já me submeti a duas provas orais, a primeira foi na DPE-BA, organizada pela FCC e com examinadores eminentemente da carreira, Defensores Públicos atuantes no estado de SP, e a segunda foi a prova da DPE-RO, organizada pela Vunesp, cujos examinadores em sua totalidade não eram membros da Defensoria.

Nas duas oportunidades em questão tive que lidar com um sentimento comum a nós, concurseiros, o MEDO.

Medo de não saber se portar, medo de não lembrar a resposta, medo do “branco”, medo da comparação com outros colegas, medo de ter que enfrentar a frustração da família em caso de reprovação, medo de ter medo e não saber superar essa fase do concurso.

E apesar de sempre dizer nos cursos que participo que isso é normal, sempre parece que isso só acontece com a gente.

Pessoal, isso não é verdade. Todos nós estamos no mesmo barco, lidamos diariamente com a ansiedade que nos corrói, com o medo do fracasso, com a superação das frustações, mais nossas que dos outros, apesar de insistimos em colocar na cabeça que precisamos provar algo a alguém.

E o pior, sempre é possível enxergar o pior em todas as situações. Eu mesma, por normalmente ficar para o final das arguições, por conta da ordem alfabética, acabo louca de ansiedade ao ler as mensagens do grupo de whatsapp dos candidatos a oral, e descobrir os temas e perguntas já realizadas.

Isso porque, se lia uma pergunta que eu sabia a resposta, logo pensava: “Meu Deus, já saiu o que eu sei, e agora?”. Por outro lado, se lia uma pergunta que eu não sabia, pensava: “Tá vendo, eu não sei de nada, sou uma fraude, vou passar vergonha nessa oral”.

Mas o que aprendi desse medo, foi que a prova oral pode ser muito mais tranquila do que realmente pensamos que é. Sim, vocês não saberão todas as respostas, e sim vocês serão aprovados, mesmo que não saibam de todas elas. Ninguém passa sabendo de tudo, salvo raríssimas exceções que são aqueles candidatos fora da casinha, rsrsrsr.

Mas nós, meros mortais, podemos alcançar nossos sonhos, porém, precisamos trabalhar nosso psicológico para não nos sabotarmos, para que consigamos responder mesmo que a pergunta não esteja tão fresca na memória.

Para superar o medo, vocês devem buscar no edital do concurso as matérias que tem mais dificuldade, e revisar o máximo de pontos possíveis. Devem se colocar em situações de tensão, como treinos coletivos, treinos com outros candidatos que você não conheça, para que se acostumem com o desconforto que poderá estar presente na oral. Devem se lembrar do que os motiva a estudar e a buscar a aprovação.

Fujam das válvulas de escape. Pois, o medo colocará vários obstáculos para que você se desvie dos treinos.

Além disso, apesar de parecer piegas, as palavras têm poder, e não eu não li o livro que fala sobre isso, porque ainda não tive tempo, kkkk. Mas, se chegamos derrotados para uma prova e não nos darmos a chance de tentar, a chance de sermos reprovados aumenta consideravelmente.

Mais do que seu conhecimento jurídico, a Banca examinadora irá avaliar a sua força, a sua dedicação, a sua resiliência e persistência. A garra que você concurseiro já adquiriu diante das rasteiras que as outras fases e os concursos em que foi reprovado já te deram. A capacidade de enxugar as lágrimas após uma reprovação e se reerguer, mesmo que alguns dias após o resultado. E a força de novamente sentar a bunda na cadeira e continuar na luta por seus objetivos.

É esse tipo de sentimento positivo que muitos examinadores (pelos menos os que tem bom senso) buscam em um candidato. Até porque, eles querem saber se vocês saberão lidar com os obstáculos da carreira no dia a dia, ou se vão jogar a toalha na primeira dificuldade.

Por isso, não desistam de vocês, e falo isso, como alguém que já pensou em desistir várias vezes, principalmente quando a aprovação estava muito próxima e se distanciou por pequenas falhas.

Pensem em como vocês podem fazer a diferença na vida de outras pessoas com seu trabalho. Como vocês serão úteis para levar mais esperança aqueles que dependem de vocês. Como vocês e seus familiares podem ter uma vida tranquila com o subsidio que você receberá. Pensem que após a aprovação vocês terão que lutar pela nomeação.

E quando utilizarem em suas respostas a vontade de transformar a sociedade, lembrem-se que a prova oral é só mais uma etapa a ser vencida para se alcançar a vitória, e que vocês são capazes.

Digam ao acordar, todos os dias, eu posso, e eu vou conseguir. E trabalhem para isso, revisem, treinem com os colegas por Skype, com professores de cursos se puderem, falem em frente ao espelho, enfim, tudo que puderem, façam, e façam da melhor forma. E CONFIEM na capacidade de vocês.

E lembrem-se o índice de reprovação em provas orais é baixíssimo, mas, se a aprovação na oral não vier, não deixem a tristeza tomar conta de vocês. Curtam a fossa por um período breve, porque todos somos humanos e precisamos de um tempo para lidar com as frustações. Mas, não desistam, vocês já enfrentaram provações antes e se reergueram.

Contem sempre comigo, e se tiverem experiências positivas e de superação na prova oral deixem um comentário a esse post para incentivar os colegas que estão ainda nessa caminhada árdua, mas que valerá a pena!!

Aos meus queridos amigos e alunos que farão a prova oral da Dpe-Rs nas próximas semanas, desejo muita luz, e que tudo que foi estudado venha a mente de vocês na hora da prova. Lutem pela aprovação, respondam tudo que puderem com a garra que um Defensor Público que atua em uma função eminentemente contramajoritária precisa ter diariamente. Vocês são pessoas maravilhosas e tenho certeza que tem uma missão nessa vida, a missão de levar acesso a justiça àqueles que sequer sabem que possuem direitos. Me deem notícias, estarei aqui para comemorar a vitória, mas também estarei aqui se precisarem de alguém para desabafar. Um grande beijo e fiquem com Deus!

Patrícia Maria Liz de Oliveira

Qualquer dúvida/crítica/sugestão, sintam-se a vontade para deixar uma mensagem nos comentários abaixo. Se quiserem continuar o diálogo sobre concursos, me sigam no insta @prof.patriciaoliveira

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Patrícia Maria Liz de Oliveira

Aprovada no VII Concurso da Defensoria Pública do Estado da Bahia. Aprovada no IV Concurso da Defensoria Pública do Estado de Rondônia. Advogada. Bacharel em Direito pela Faculdade Promove de Minas Gerais. Pós-Graduada em Direito Empresarial pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Pós-Graduada em Direito e Processo do Trabalho pela Faculdade Newton Paiva.

2 comentários em “PROVA ORAL – COMO LIDAR COM UM SENTIMENTO COMUM A TODOS OS CONCURSEIROS: O MEDO!

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